Em Brasília, 5:00 horas (AM). Em Goiânia... o mesmo horário, Pablito tonto! Dããããã! Só mesmo com muito bom humor para, num domingo do frio mês de julho, estar a uma hora destas diante do computador, ainda sonolento, escrevendo mais um artigo para o meu blog. Hoje acordei com parte da música "A Fórmula do Amor", um hit dos anos 80 composto pelo Léo Jaime parceria com o Leoni, martelando em minha cabeça:
Eu tenho o gesto exatoSei como devo andarAprendi nos filmes pra um dia usarUm certo ar cruelDe quem sabe o que querTenho tudo planejado pra te impressionarLuz de fim de tardeMeu rosto em contra-luzNão posso compreenderNão faz nenhum efeitoA minha apariçãoSerá que errei na mãoAs coisas são mais fáceis na televisão
Uma parte dessa música do antigo sucesso da banda QI de Abelha, digo, Kid Abelha, repetia e repetia em minha cabeça, ainda tonta de sono: "As coisas são mais fáceis na televisão". Antes que eu encasquetasse com essa idéia de reality show, fazendo minha primeira inscrição no Big Brother Brasil em 2007, eu já conhecia algumas algumas pessoas que passaram pela TV (inclusive um co-autor da referida música, o Léo Jaime), ouvido relatos pessoais de alguns sobre os bastidores da fama. Sinceramente, tinha minhas dúvidas sobre a "facilidade" mencionada no bôjo dessa contagiante canção...
Não sou celebridade, muito menos sub-celebridade, mas já experimentei (ressalvadas as devidas proporções) o sabor notoriedade, enquanto vivi em minha querida e polêmica Brasília... Durante o período que estive à frente do meu antigo restaurante mexicano, era uma figurinha pra lá de carimbada em colunas sociais, jornais, revistas e programas de TV locais, além de algumas publicações de negócios no eixo RJ e SP. Como cantava o Oswaldo Montenegro, artista que saiu de Brasília e ficou famoso em todo país: "Ai, ai... Como o sucesso é gostoso!". Realmente, foi muito gostoso esse pouquinho de sucesso... enquanto durou!
Quando fechei meu comércio em 98, saindo do topo da cadeia alimentar empresarial naquela cidade, experimentei o dissabor de perder essa atenção da mídia e dos "amigos", passando por uma longa fase de "ostracismo". Essa realidade é bem conhecida por qualquer artista que experimente uma fase de declínio da evidência em sua carreira, situação já vivida por estrelas do naipe de John Travolta e tantos outros. Os ex-BBBs em especial, com o curto prazo de validade da sua carreira de celebridade instantânea (aquela do tipo Miojo), sabem como o sucesso é gostoso e efêmero...
O ator e comediante Jim Carrey já dizia: "O artista é aquele cara que passa a vida toda correndo atrás do sucesso, e outra parte dela fugindo dos paparazzis". O famoso careteiro de Hollywood bem que podia soltar outra pérola de humor, falando daquela fase na vida dos artistas em que até os paparazzis lhes torcem o nariz... Nestas andanças pelas redes sociais (especialmente no microblog Twitter), ganhei a atenção e carinho de algumas celebridades e pessoas ligadas à mídia, as quais já me relataram suas experiências pessoais com a fama e, também, com a nada fácil vida na televisão. Por isto (e por minha história de vida), já não me iludo com as tentadoras "luzes da ribalta". Ainda não encontrei a fórmula do amor ou do sucesso, mas aprendi muitas coisas com a experiência do insucesso, bagagem de vida que me fortaleceu para os revezes da sorte, aos altos e baixos que está sujeito qualquer um em sua carreira... Quanto ao prestígio ou fama trazidos pelo êxito profissional, aprendi uma grande lição: O difícil não é lidar com o sucesso, mas conter a soberba durante a sua presença e, principalmente, lidar com o orgulho e a baixa na auto-estima na hora em que ele nos abandona!
Se as coisas são mais fáceis na televisão, eu realmente não sei por experiência própria, pois ainda não encontrei o "mapa da mina" para o sucesso... Se algum dia encontrar alguém que me aponte este caminho (provavelmente, um cara bem mais doido do que eu), fazendo do Pablito um "muchacho" FAMO$O, prometo escrever-lhes um novo artigo falando sobre esta experiência!
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