quinta-feira, 29 de julho de 2010

HAPPYLAND: A FELIZ CIDADE

Era uma vez, num lugar longínquo e bem distante de nossa realidade atual, um lindo reino onde imperava a harmonia entre as pessoas e a inveja só era conhecida nas lendas contadas de pai para filho... Em Happyland, havia um rei muito sábio e justo chamado Sergius Magnus, alguém que aprendera desde cedo a repartir suas alegrias com o povo. Naquele lugar não haviam injustiças sociais e a inveja fora banida há tempos numa política de tolerância zero implantada pelo rei. Há muito, a felicidade imperava naquela feliz cidade!

O rei Sergius teve um primogênito, Sergius Magnus II, um jovem muito valente e aventureiro, que tinha uma imensa vontade de percorrer o mundo, compartilhar informações e, ao mesmo tempo, saber mais sobre novas culturas, vendo de perto aquilo que antes só conhecia como lendas... As estradas daquela época medieval, para os jovens, exerciam a mesma atração que a internet exerce nos tempos atuais, pois era no encontro das várias rotas entre os reinos onde a informação fluía.

O valente príncipe sempre pedia ao pai para deixar-lhe transpor os portões de seu reino e conhecer novas culturas, pois a sua sede de contar ao mundo a felicidade que imperava em Happyland era muito grande. O que o pai nunca lhe contara é que, em seu reino, compartilhar a felicidade só era possível porque as desigualdades sociais foram banidas e ali todos eram livres, prosperavam com o suor do seu trabalho e provavam uma paz de espírito inexistente em outras localidades. Os cidadãos daquela feliz cidade sabiam que, se deixassem a praga do egoísmo voltar a infectar os corações de seu povo, a inveja logo estaria de volta ao próspero reino.

Um belo dia, o impetuoso príncipe cansou de esperar a aprovação paterna, pegou as suas coisas rapidamente e, aproveitando uma distração dos guardas do castelo de Happyland, conseguiu se misturar à plebe. Seu reino estava em festa, celebrando uma conquista que trouxera muito orgulho a todos os cidadãos ali residentes. Aquela era a oportunidade ideal, ao jovem e valente príncipe, para escapar da ostensiva vigilância de seu austero pai e finalmente iniciar a sonhada aventura... Uhuuuuu! Nada mais poderia detê-lo a partir em peregrinação pelas estradas da informação!

Um pouco antes de ultrapassar as barreiras que o deixariam sair de sua feliz cidade, o jovem encontrou um burrinho falante que lhe advertiu: "Ei, meu valente príncipe! Você não pode sair por aí gritando a sua felicidade, pois a inveja tem sono leve!". O príncipe demonstrou não ter gostado da intromissão do burrinho, dizendo-lhe em tom filosófico: "No meu reino impera o costume de compartilhar a alegria, pois assim as pessoas ficam mais felizes com você!". Diante de tal resposta, não coube outra coisa ao burro senão abaixar as orelhas, deixando o príncipe seguir pelas estradas feliz, compartilhando sua alegria.

O burrinho vinha de outro reino e, apesar do jeito intrometido, ele queria bem às pessoas e também gostava muito de compartilhar a felicidade com todos. Ao advertir o valente príncipe, ele só queria que a sua felicidade não fosse saqueada fora dos portões do reino, onde imperavam a inveja, o apreço ao alheio e outras formas decorrentes do egoísmo humano.

Apesar da forma de burro, aquele quadrúpede conhecia bastante da maldade humana e suas mazelas. Ele sabia que os invejosos de outros reinos tinham inventado o que hoje se chama de "engenharia social", e que o príncipe estava correndo o risco encontrar no caminho pessoas que ouviriam as suas histórias com o único propósito de encontrar uma maneira de sabotar a felicidade em Happyland. Por isto ele o advertiu...

Antes de mudar para aquela feliz cidade, após perder o seu emprego no cinema por causa de um ogro que resolveu encerrar a carreira, o burrinho percorreu um longo caminho antes de chegar em Happyland. Na estrada, ele ouvira o mesmo conselho de um velho sábio, o qual também lhe advertiu sobre as amizades por meio de uma historinha:

Caro burrinho, conta a lenda de nossos ancestrais que havia um passarinho muito feliz e teimoso, que resolveu sair pela floresta voando e cantando, pois percebia o quanto o seu canto era, para muitos, motivo de encanto... Alertado pela mãe de que não deveria se afastar do ninho, pois o inverno estava chegando, o passarinho não ligou para a advertência e saiu voando em direção à floresta.

Com alguns dias mata adentro, aquela frágil ave foi surpreendida por uma mudança climática e, cansado de tentar enfrentar os ventos frios, caiu da árvore na qual se protegia e logo foi coberto pela neve. O passarinho pensou: "Porque não ouvi a minha mãe? Agora vou morrer de frio!". Se não bastasse o seu drama pessoal, um cavalo que passava por ali ainda deu um jeito de satisfazer as suas necessidades em cima do passarinho, deixando-lhe coberto de estrume!

O passarinho praguejou a sua sorte a noite inteira, mas foi protegido do frio que lhe abatera pelo calor do estrume do animal. Ao acordar, percebeu que ainda estava vivo graças ao que, na noite anterior, parecera-lhe mais um golpe de azar. Feliz com isto, colocou-se a cantar ainda mais alto e bonito a sua felicidade, ao ponto de atrair a atenção de um gato que por ali passava...

Vendo o passarinho cantando, o gato aproximou-se e disse: "Ei, rapaz! O que você faz aí, todo coberto de merda?". O passarinho contou-lhe a história e o gato se prontificou a ajudar. Ao ser retirado do estrume e limpo com um pouco de água quente que o gato trazia em sua bagagem, o feliz passarinho mal teve tempo de agradecer tal gentileza... pois foi engolido pelo gato!
Ao ouvir aquela história do velho sábio, o burrinho não resistiu a perguntar: "E qual é a graça dessa história, sabichão?". O bondoso homem, acostumado a encontrar resistência aos seus conselhos, respondeu ao burrinho:

Meu amiginho, hoje você está prestes a entrar no reino de Happyland, onde as mazelas da alma humana foram banidas por um bondoso e sábio rei... Porém, ao sair novamente por aqueles portões e se aventurar pelas estradas de outros reinos, onde a maldade pode imperar, você deve ser prudente e lembrar da história do passarinho, NUNCA esquecendo da moral da mesma: Quando você estiver feliz após sair da merda, não fique cantando a sua sorte por aí... Nem sempre quem tem põe na merda é seu inimigo e, da mesma maneira, nem sempre quem te tira dela é seu amigo!

Mas de que adiantaria o burrinho dar conselhos ao valente príncipe, já que ele estava disposto a percorrer as longas estradas da informação contando as boas novas do seu reino? O burrinho resolveu calar-se, pois sabe que acabamos aprendendo nossas lições pessoais ao longo dos caminhos percorridos, seja pelo amor ou pela dor...

Filosófico, não?

segunda-feira, 26 de julho de 2010

NÓS SOMOS OS CAMPEÕES

We are the champions - my friends
And we'll keep on fighting
Till the end
We are the champions
We are the champions
No time for losers
'Cause we are the champions of the World

Para qualquer pessoa que, como eu, viveu nos anos 80 a sua adolescência, é impossível não ter em mente ao menos esta parte da canção "We are the champions" (Nós somos os campeões), do grupo inglês Queen, celebrizada na voz do inesquecível Fred Mercury. Para os menos familiarizados com o idioma da terra da Rainha Elizabeth e do Príncipe Charles, transcrevo abaixo uma tradução para o português do trecho da referida música.

Nós somos os campeões - Meus amigos
E nós continuaremos lutando
Até o fim
Nós somos os campeões
Nós somos os campeões
Não tem vez pra perdedores
Pois nós somos os campeões do mundo
Se você está se perguntando "O que deu neste maluco pra desenterrar uma canção do Queen às 5:30 da madrugada?", eu lhe explico em dois tempos a pertinência temática do momento flash back... Apesar de ter nascido e sido criado em Brasília, vivendo de perto o boom das bandas de rock da capital nos anos 80, não tenho o hábito de acordar cantando coisas do tipo "Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou...". Com todo respeito à obra do meu contemporâno (e conterrâneo honorário) Renato Russo, e à indiscutível beleza da célebre música de sua banda Legião Urbana, recuso-me a acreditar que os momentos transcorridos na vida (com o perdão do trocadilho) sejam "tempo perdido".

Somos todos campeões, mas com o passar dos anos vamos nos esquecendo disto! Pare e pense, caro leitor: dentre milhões de espermatozóides, fomos exatamente aquele que fecundou o óvulo de nossas mães, vencendo uma frenética corrida contra o tempo e pela sobrevivência! Imagine se o espermatozóide do Pablito tivesse se dado ao luxo de acordar melancólico e pensando em perda de tempo, ao invés de estar disposto a vencer a primeira batalha de sua vida... Provavelmente você seria poupado de ler este artigo hoje! Hehehehe.

A nossa criação, as experiências que temos na vida, nossas crenças pessoais, vão nos fazendo esquecer, dia após dia, os campeões que já fomos uma vez... Eu realmente "não tenho mais o tempo que passou" e nem sou tão jovem, mas só continuo vivo aos 42 anos, apesar dos inúmeros contratempos que enfrentei na vida, por duas razões básicas: pela graça de Deus e por acreditar que toda experiência, mesmo aparentemente negativa, só surge em nosso caminho para nos fortalecer.

Sempre tive a certeza de que, por mais que eu fosse derrubado em alguns rounds da grande luta pela sobrevivência, chegaria ao final de tudo como um grande campeão. Tendo uma família dispersa pela ruptura dos laços carnais e pela distância física, faço da auto-motivação e do exame de consciência um hábito diário, pois só posso contar comigo mesmo, diante das dificuldades do dia-a-dia, para dar aquela sacodida e me dizer: "Adelante, Pablito! Quem acredita ser um perdedor, já inicia a luta nocauteado!".

Sei que, em determinados momentos da vida, nós somos nocauteados e acabamos "beijando a lona". Nestas horas é natural experimentar uma certa frustração, mas não podemos nos deixar abater e cair em desânimo, passando a acreditar na derrota! O pensamento tem um grande poder sobre o resultado final da luta de cada um, uma vez que o universo conspira e transforma em realidade tudo o que pensamos e acreditamos ser.

Já estive sentado sozinho várias vezes naquele banquinho pelos cantos do grande ringue da vida, recuperando-me após algumas porradas e pensando em jogar a minha toalha no chão, quase desistindo de tudo... Sei a falta que fazem algumas palavras de estímulo na hora certa, que nos refrescam a alma tanto quanto aquela água jogada no rosto do lutador, quando o seu treinador o reanima e motiva após ser abatido pelo adversário. Portanto, quando você estiver prestes a desanimar, lembre-se do artigo sobre o espermatozóide campeão do Pablito - literalmente o que se chama de "porra louca" - e siga adiante mais otimista, acreditando na sua vitória!

Desejo a todos uma ótima semana! Para que o seu dia comece melhor e mais inspirado, deixo abaixo um vídeo da música "We are the champions", do Queen, na inesquecível interpretação de Fred Mercury.



sábado, 24 de julho de 2010

A RODA DA FORTUNA

Nestes dias, ao assistir um filme com o ator norte-americano Bruce Willys, lembrei de um clássico do escritor Sidney Sheldon, "A Fogueira das Vaidades", interpretada no cinema por este mesmo ator. O enredo do filme explora um tema bem conhecido não apenas nas produção de Hollywood, mas também na teledramaturgia brasileira: o momento em que a roda da fortuna gira na vida de alguém. O diferencial na trama de Sheldon, está na forma como um dos personagens, sem piedade alguma, assume a vida glamourosa do outro, que cai em desgraça perante à opinião pública após um acidente de percurso.

Qual é o ser humano que, diante das dificuldades da vida, nunca sonhou em ganhar na loteria e "resolver seus problemas"? Nesses tempos dos reality shows, vemos a TV convidando cidadãos comuns (como eu e, provavelmente, você) a partirem do anonimato para a fama e a fortuna, excitando-nos com o sonho da prosperidade. Em muitos quesitos, vivemos num mundo não muito diferente daquele de 2.000 atrás, quando um cabeludo e barbudinho revolucionário veio nos falar de amor incondicional, despreendimento material, caridade e tantas outras coisas, mas acabou sendo pregado numa cruz por seus iguais.

Jesus Cristo iniciou uma revolução pacífica do espírito sobre a matéria, não há dúvidas! Mas algumas mensagens desta revolução, distorcida ao longo dos últimos milênios, tem "pirado o cabeção" de muitos... Nos dias atuais, temos duas correntes religiosas predominantes que pregam, cada qual segundo os seus interesses, posições extremistas com relação à questão da fortuna: de um lado, a teologia da prosperidade, segundo a qual a fortuna é um direito daqueles que aceitam o filho de Deus e professam a sua fé n'Ele; de outro lado, temos uma corrente religiosa mais antiga e ortodoxa, que nos induz a acreditar que a riqueza e o pecado são sinônimos, que devemos nos despreender dos bens materiais e, se possível, doar tudo à causa da caridade (leia-se: doar à igreja).

Diante destas duas correntes extremas, sem um meio termo razoável, muitas vezes nos questionamos: "Quem terá a razão? A fortuna é pecado? Será que estou certo, aos olhos de Deus, sonhando com a prosperidade material?". Nos últimos dois milênios, até mesmo o mais puro e despreendido dos cristãos já deve, algum dia na vida, ter imaginado como seria a sua rotina, caso a roda da fortuna girasse e apontasse em sua direção... E isso é mais do que natural, pois não há mal nenhum em desejar prosperar honestamente, tendo o merecido retorno para o fruto do seu trabalho. Porém, apesar de quase todos sonharem com a fortuna, poucos param e refletem quanto à utilidade providencial da mesma e quanto às provas da riqueza e da miséria.

Allan Kardec
, na obra psicografada "O Evangelho segundo o Espiritismo", trouxe compiladas algumas mensagens interessantes sobre estas mencionadas provas. Por ocasião da redação deste artigo, julguei oportuno transcrever aos meus leitores, independente de suas concepções religiosas ou metafísicas, algumas destas mensagens. Peço permissão aos caros leitores, com todo o respeito às suas convicções pessoais, para lançar-lhes uma nova luz sobre a compreensão do tema da riqueza e da miséria...
UTILIDADE PROVIDENCIAL DA FORTUNA. PROVAS DA RIQUEZA E DA MISÉRIA.

Se a riqueza devesse ser um obstáculo absoluto à salvação daqueles que a possuem, assim como se poderia inferir de certas palavras de Jesus, interpretadas segundo a letra e não segundo o espírito, Deus, que a dispensa, teria colocado nas mãos de alguns um instrumento de perdição sem recursos, pensamento que repugna à razão. A riqueza, sem dúvida, é uma prova muito difícil, mais perigosa que a miséria pelos seus arrastamentos, as tentações que dá e a fascinação que exerce; é o excitante supremo do orgulho, do egoísmo e da vida sensual; é o laço mais poderoso que liga o homem à Terra e afasta seus pensamentos do céu; produz uma tal vertigem que se vê, frequentemente, aquele que passa da miséria à fortuna esquecer depressa a sua primeira posição, aqueles que o dotaram, aqueles que o ajudaram, e tornar-se insensível, egoísta e vão. Mas o fato de tornar o caminho difícil, não se segue que o torne impossível, e não possa tornar-se um meio de salvação nas mãos daquele que dela possa saber se servir, como certos venenos podem devolver a saúde, se são empregados a propósito e com discernimento.

(...)

Se a riqueza é a fonte de muitos males, se ela excita tanto as más paixões, se provoca mesmo tantos crimes, é preciso tomar-se não a coisa, mas o homem que dela abusa, como abusa de todos os dons de Deus; pelo abuso, ele torna pernicioso o que poderia ser mais útil; é a consequência do estado de inferioridade do mundo terrestre. Se a riqueza não devesse produzir senão o mal, Deus não a teria colocado sobre a Terra; cabe ao homem dela extrair o bem. Se ela não é um elemento direto do progresso moral, é, sem contradita, um elemento poderoso de progresso intelectual.

(...)

A fortuna é um meio de prová-lo (ao homem) moralmente; mas como, ao mesmo tempo, é um poderoso meio de ação para o progresso, Deus não quer que ela fique muito tempo improdutiva e, por isso, a desloca incessantemente. Cada um deve possuí-la para experimentar servir-se dela, e provar o uso que dela sabe fazer; mas como há a impossibilidade material de que todos a tenham ao mesmo tempo; que, aliás, se todo mundo a possuísse, ninguém trabalharia e o aprimoramento do globo com isso sofreria, cada um a possui a seu turno: quem não a tem hoje, já a teve ou terá numa outra existência. Há ricos e pobres porque Deus, sendo justo, cada um deve trabalhar a seu turno; a pobreza é para uns a prova da paciência e da resignação; a riqueza é para outros a prova da caridade e da abnegação.

Deplora-se com razão o lamentável uso que certas pessoas fazem de sua fortuna, as ignóbeis paixões que a cobiça provoca, e se pergunta se Deus é justo em dar a riqueza a tais pessoas. É certo que se o homem não tivesse senão uma só existência, nada justificaria essa repartição dos bens na Terra; mas se, em lugar de limitar a visão à vida presente, considerar-se o conjunto das existência, vê-se que tudo se equilibra com justiça. O pobre, pois, não tem mais motivo para acusar a Providência, nem para invejar os ricos, e os ricos não tem mais do que se glorificar pelo que possuem. Se dela abusam, não será nem com os decretos, nem com as leis santuárias, que se remediará o mal.
O filósofo Nietzche já dizia: "O que não me mata, fortalece". Se soubermos extrair da letra o seu espírito, na leitura dos tópicos acima transcritos (independente de quaisquer conceitos ou pré-conceitos a respeito das convicções do Kardecismo), poderemos estar fortalecidos diante das dificuldades que enfrentamos nessa vida, compreendendo melhor o porquê de certas coisas.

Eu já tive uma vida de empresário bem sucedido, conhecendo o doce sabor dos frutos da prosperidade bem de perto, quando fui tentado por este excitante extremo do orgulho. Quando menos vi, sucumbi diante da prova da riqueza na primeira oportunidade, transformando o que era doce em veneno. Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa! Ao cair em si do erro cometido, vivi minha condenação num inferno bem pessoal, tendo-me como o próprio algoz numa cela mental na qual me tranquei por anos, enquanto remoia-me em culpas. Porém, chega uma hora em que precisamos parar de chorar sobre o leite derramado e nos perdoar...

Em treze anos de dificuldades, enfrentadas após o encerramento de meu negócio em 1998, compreendi o valor de uma oportunidade de aprimoramento desperdiçada. Naquela época, na qual detive uma pequena parcela da riqueza, ainda não estava pronto para esta difícil prova para o espírito. Por outro lado, ao experimentar os dois extremos da prosperidade material numa mesma existência, adquiri uma compreensão bem melhor das coisas, aprendendo a resignar-me diante das consequências dos atos praticados no uso do meu livre arbítrio. Hoje, trago uma bagagem de vida e de crescimento espiritual que jamais perderei ao longo do caminho...

Eu sei que a roda da fortuna pode girar novamente e, se ela voltar a apontar para mim, espero estar pronto para fazer um bom uso da nova oportunidade. Os raios não costumam cair duas vezes no mesmo lugar, mas quem pode prever as ironias do destino? Hoje, por via das dúvidas, já instalei um para-raios em meu espírito, caso Deus me faça passar novamente pela eletrizante prova da riqueza... Pelo menos, já consigo dormir tranquilamente e sonhar com o futuro, sem ter pesadelos com agulhas e camelos!

Como já dizia o escritor Willian Shakespeare: "Há muito mais entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia".

quarta-feira, 21 de julho de 2010

DEU A LOUCA NA ANATEL

Esta manhã, por mais que eu tenha cumprido o ritual de madrugar, dar uma olhada nas notícias e tomar o meu café enquanto pensava sobre o que escrever, nada me veio à mente. Eu pelo menos assumo que alguém como eu, dito criativo por muitos, nem sempre é aquele manancial inesgotável de boas idéias. Como já dizia Thomas Edson, "uma boa idéia é fruto de 1% de inspiração e 99% de transpiração".

Já que o objetivo deste blog é agregar algum valor à vida dos leitores, além de entretê-los diariamente, não estaria transgredindo meus propósitos originais se lhes trouxesse um artigo relevante e interessante que li esta manhã no site AdNews... Trata-se do artigo "Deu a louca na Anatel", originário do jornal Correio Braziliense e republicado no mencionado site no dia 19/07/2010, o qual transcrevo logo abaixo:
DEU A LOUCA NA ANATEL

Que tal você comprar um carro, pagá-lo integralmente e só levar 30% dele? Ei, isso existe, sim, no país — e com anuência explícita do Estado. Nesse caso, você não adquire um carro, claro, mas o serviço de banda larga 3G (a internet pelo celular, com uso de um modem).

Hoje, se um consumidor se tornar cliente de uma operadora, poderá escolher vários planos: de 600Kbps, 1Mbps e até 7Mbps, que custam entre R$ 70 e R$ 190. No entanto, quando for baixar um vídeo — principalmente em horários de pico, como às 20h — ele só consegue usar 10% da velocidade. E aí, quem conhece lembra: o PC trava, o modem não conecta, o vídeo demora horas para descer ao desktop e a irritação chega fácil, fácil. Mas, pasmem, o distinto usuário paga o total do plano contratado.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), acionada por vários órgãos de defesa do consumidor, resolveu agir. E pôs esta semana em consulta pública algumas ideias a fim de alterar essa relação empresa-cliente — que é para lá de estranha. E sabe o que aconteceu? O inacreditável! A Anatel propõe que, em horários de maior uso, a prestadora deve garantir uma velocidade de conexão à banda larga, tanto no download (baixar) quanto no upload (subir), de, no mínimo, 30% do valor previsto no plano de serviço do usuário!

Caros leitores, sei que é difícil acreditar, mas essa é a verdade. A Anatel está assumindo, com todas as letras, que as operadoras podem cobrar R$ 100 por um plano, mas só entregar 30% do serviço contratado. Isso é, no mínimo, “legalizar” propaganda enganosa, gente!

Certamente os janotas engravatados da Anatel usarão argumentos técnicos e legais para justificar tanta estultice. Provavelmente dirão que, na pior das hipóteses, a proposta fixa regras para a tecnologia 3G — hoje, é um salve-se quem puder. Mas é um absurdo ver o Estado abdicar de seu poder assim tão facilmente. E vejam que não estamos falando de algo pequeno: os acessos móveis, no Brasil, ultrapassaram a casa dos 185 milhões em junho. Até o fim do ano, a banda larga móvel supera a tradicional. É um universo que rende muito, mas muito mesmo, dinheiro.

E tem mais: as operadoras alegam que exigir o fornecimento da totalidade do serviço o encareceria demasiadamente, desestimulando o uso. Ora, o que falta — e ao Estado cabe estimulá-la — é concorrência. Com ela, viriam mais investimentos e, consequentemente, mais qualidade e velocidade.

P.S.: No Reino Unido, onde os consumidores também enfrentam problemas com a banda larga, uma pesquisa constatou que 49% deles aceitariam, de bom grado, pagar mais para ter um serviço igualitário (todos os usuários usando, ao mesmo, a velocidade comprada). Nós também.
Eu dependo de uma conexão 3G para, diariamente, escrever e postar os artigos neste blog, assistir os vídeos na Internet, conversar por meio de instant messengers (mensageiros instantâneos) como o MSN, Skype e outros, e estar constantemente ligado nas redes sociais. Creio que a minha rotina deve ser bem parecida, neste quesito ao menos, à de muitas pessoas que acessam este blog... Se o desvairio dos burocratas daquela agência reguladora representa um desrespeito ao interesse dos consumidores, além de afetar minha rotina de criação e pesquisa diariamente, valeu a transcrição do mencionado artigo do Correio Braziliense, publicado no site Adnews.

Trabalhei como advogado da Anatel por praticamente 3 anos, e sei bem como funcionam as coisas por lá... São burocratas de todo tipo (desde apadrinhados políticos, até engenheiros da jurássica empresa estatal Telebrás), comandando advogados nas atividades "regulatórias" do setor e buscando, todos os dias, uma forma legal de botar panos quentes nas reclamações dos consumidores. É uma permanente e "altruísta" dedicação ao capital investido pelas operadoras de Telecom no setor, após as privatizações da era FHC.

terça-feira, 20 de julho de 2010

LAS MUCHACHAS DE PABLITO: MINHA HOMENAGEM À MAMÃE FERRAZ

De todos os amores na vida de um homem, o primeiro e mais marcante é sempre o amor da mãe! A gatona da foto ao lado, curtindo uma cachoeira na década de 60 com um biquini que escandalizaria a sociedade da época, era a jovem Maria Aparecida Rodrigues Ferraz (Cida), minha finada mãe. A irreverente mineirinha nasceu em 06/08/1943 em Uberaba - MG, cidade que teve seu nome gravado pra sempre na história do país pelo seu mais ilustre morador: o médium Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier).

Moça de origem humilde, filha de uma pequenina e simpática portuguesa e de um mineiro fanático por futebol e pescaria, "Cidinha" permaneceu em sua cidade natal até a véspera da inauguração de Brasília, quando mudou com os pais, aos 17 anos de idade, para a nova capital do Brasil. Tendo uma infância marcada por privações naturais às classes de baixa renda, uma vez que a renda do pai como marceneiro e da mãe como costureira não bastavam à despesa das duas filhas, a mineirinha precisou começar a trabalhar bem cedo para garantir a sua independência.

Por volta de 1964 ela conheceu meu pai, um servidor público carioca também transferido para Brasília e, em 1965 este namoro adquiriu o status de casamento. A proeza aconteceu numa viagem para conhecer os cassinos do Uruguai, tal qual muitos americanos fazem ao visitarem Las Vegas... A diferença é que, ao contrário dos Estados Unidos, a separação do casal não veio com a ressaca do dia seguinte à festa no cassino, mas em 1979, após 14 anos de união estável.

Essa primeira mulher de minha vida era uma pessoa carismática, bem humorada, tagarela, muito amiga e companheira, mas ao mesmo tempo era uma pessoa desconfiada (como todo bom mineiro) e, por contraditório que pareça, era alguém com uma grande dificuldade de expressar os sentimentos. Por uns anos, confesso, foi difícil para um adolescente acreditar no amor de alguém que nunca dizia "eu te amo". Porém, o tempo e a maturidade me fizeram enxergar além das palavras, vendo o seu amor com os olhos da alma.

Minha mãe foi uma destas meninas rebeldes da geração Elvis Presley e dos Beatles que, induzida pelo glamour dado ao cigarro pelo cinema da época (grande promotor do merchandising da indústria tabagista), tornou-se fumante desde a adolescência. Em decorrência das décadas como fumante, em 2005 a dona Cida Ferraz detectou uma arteroesclerose (obstrução das artérias) no lado direito do coração. Em dezembro de 2007, após seu primeiro (e único) enfarto, minha mãe veio à óbito após 4 dias do incidente, aos 64 anos de vida.

Infelizmente, sua partida veio em um momento em que nossa relação estava conturbada, pois ela não se conformava com eu ter deixado a advocacia de lado para tornar-me escritor e dar os primeiros passos como ator e videomaker. Depois disso, aprendi a viver cada dia como se fosse o último, pois sempre trabalho com a hipótese de que "poderá não haver amanhã". Fui ouvir o primeiro "eu te amo" de minha mãe num lindo sonho que tive com a mesma, um mês após a sua partida. Nem os laços da carne ou as barreiras da comunicação terrena interromperam o que é sempre mais forte: a afinidade espiritual.

Dedico o artigo de hoje ao grande amor de minha vida, àquela pessoa incrível que partiu de minha vida sem celebrar o natal de 2007. Naquela data festiva, ela pretendia entregar o presente que me encomendou como forma de se desculpar pela divergência passada e demonstrar seu apoio incondicional à minha escolha profissional: uma câmera fotográfica e filmadora comprada ao assistir um destes programas de TV.

Não foi o presente em si, mas a intenção por trás daquele pequeno mimo, o que me fez desabar em choro ao receber o pacote da câmera pelo correio, enquanto minha mãe ainda estava agonizando na UTI. Meses mais tarde em meus sonhos ela disse o que, ainda em vida, não teve tempo de deixar escrito num bilhete: "Meu filho, siga o seu coração, faça o que ama e seja feliz! Com amor, mamãe!".

Se você ainda não abraçou a sua mamãe hoje, caro leitor, faça-o assim que puder! Se ela estiver longe, dê um telefonema e diga o quanto a ama. Não espere (como eu e minha mãe fizemos) para usar o "telefone espiritual" e dizer o quanto aquela pessoa é importante pra você, pois ele pode não funcionar na hora que você precisar... Algumas palavras podem não parecer nada hoje, mas poderão ser a sua força nas horas de dificuldade e fazer toda a diferença amanhã!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A CRÔNICA DA ANSIEDADE CRÔNICA

Quando postei o último artigo em meu blog, tinha acordado pouco antes, às 4:30 da madrugada, decidido a ir a Brasília numa viagem no estilo "bate e volta", para no dia seguinte ter um vídeo com o resultado desta curta ausência de Goiânia publicada na Internet. Depois de gravar um take em vídeo ainda deitado, falando destes planos da viagem e etc, acordei apressado, tomei o café da manhã e, às 9:00 AM eu já estava num ônibus executivo em direção à Brasília.

Em pouco mais de 20 minutos de viagem, já tinha desacelerado e parado para curtir a viagem, repensando algumas atitudes cotidianas e aproveitando para dar um balanço na vida... Relaxado com a verde paisagem no trajeto da rodovia, perguntei-me: "Pra que tanta pressa, Pablito?". Por ser autônomo, é natural o instinto de sobrevivência nos impor uma cobrança e auto-disciplina maior, buscando garantir o dia de amanhã. Porém, quando essas pressões internas começaram a ultrapassar o nível de ansiedade natural, soou o alarme!

Venho de uma família com histórico de ansiedade crônica e com parentes que, por desconhecimento ou preconceito em admitir a necessidade de uma ajuda profissional, fizeram da bebida e do fumo as suas "muletas" para suportar a caminhada com este problema. Felizmente, apesar de ser um ansioso assumido, não sucumbi a nenhuma destas fugas no vício para aliviar o que sentia! Percebendo que algo ia mal comigo e, felizmente, sendo alertado à tempo por um amigo e profissional da saúde, passei a me tratar e policiar para não aumentar a natural ansiedade.

Falar sobre a ansiedade sem definir o que ela é, no mínimo, seria uma falta de cortesia com o caro leitor... Por esta razão, transcrevo alguns trechos do artigo "Ansiedade, Esgotamento e Estresse", publicado em 21/02/2005 no portal de Psiquiatria PsiqWeb, o qual no dá um bom panorama do tema sobre o qual escrevo hoje, à luz da medicina:

Ansiedade, Estresse e Esgotamento são termos de uso corrente entre as pessoas participantes daquilo que se chama vida moderna. Ninguém gosta de pensar na Ansiedade, no Estresse, no Esgotamento ou na Depressão como sendo formas de algum transtorno mental, é claro. Isso pode parecer muito próximo do descontrole, da piração ou da loucura e, diante da possibilidade de sermos afetados, pelo menos alguma vez na vida, pelo Estresse, pelo Esgotamento ou pela Depressão, então será melhor não considerá-los como formas de algum transtorno emocional.

Devemos considerar o Estresse uma ocorrência fisiológica e normal no reino animal. O Estresse é a atitude biológica necessária para a adaptação do organismo à uma nova situação. Em medicina entende-se o Estresse como uma ocorrência fisiológica global, tanto do ponto de vista físico quanto do ponto de vista emocional. As primeiras pesquisas médicas sobre o Estresse estudaram toda uma constelação de alterações orgânicas produzidas no organismo diante de uma situação de agressão.

Fisicamente o Estresse aparece quando o organismo é submetido à uma nova situação, como uma cirurgia ou uma infecção, por exemplo, ou, do ponto de vista psicoemocional, quando há uma situação percebida como de ameaça. De qualquer forma, trata-se de um organismo submetido à uma situação nova (física ou psíquica), pela qual ele terá de lutar e adaptar-se, conseqüentemente, terá de superar. Portanto, o Estresse é um mecanismo indispensável para a manutenção da adaptação à vida, indispensável pois, à sobrevivência.

Do ponto de vista psíquico o Estresse se traduz na Ansiedade. A Ansiedade é, assim, uma atitude fisiológica (normal) responsável pela adaptação do organismo às situações de perigo. Vejamos, por exemplo, as mudanças acontecidas em nossa performance física quando um cachorro feroz tenta nos atacar, quando fugimos de um incêndio, quando passamos apuros no trânsito, quando tentam nos agredir e assim por diante. De frente para o perigo nossa performance física faz coisas extraordinárias, coisas que normalmente não seríamos capazes de fazer em situações mais calmas. Se não existisse esse mecanismo que nos coloca em posição de alerta ou alarme, talvez nossa espécie nem teria sobrevivido às adversidades encontradas pelos nossos ancestrais.

Embora a Ansiedade favoreça a performance e a adaptação, ela o faz somente até certo ponto, até que nosso organismo atinja um máximo de eficiência. À partir de um ponto excedente a Ansiedade, ao invés de contribuir para a adaptação, concorrerá exatamente para o contrário, ou seja, para a falência da capacidade adaptativa.

Em minha viagem à Brasília, levei uma pequena distração para o trajeto: o livro "Emoções Tóxicas", de Bernardo Stamateas, uma publicação da Editora Thomas Nelson Brasil. Esta obra aborda, dentre outros assuntos, a ansiedade crônica. Stamateas aborda o tema de forma bem sucinta e precisa, definindo este grau de ansiedade da seguinte maneira:
A ansiedade crônica é tóxica. O problema aparece quando a ansiedade se converte em temor excessivo e irracional de situações que enfrentamos diariamente. Então, isso passa a ser uma emoção tóxica. Essa emoção pode levar ao desânimo, à tristeza e até à depressão ou, em outro extremo, a viver completamente acelerado. Em qualquer um dos casos, a expectativa será que as pessoas sigam esse ritmo, o que gera, por sua vez, problemas interpessoais.
(...)
Quando estamos muito ansiosos, procuramos por todos os meios acalmar esta emoção tóxica e recorremos a coisas como comida ou trabalho em excesso ou, o que é pior, à automedicação. (...) Com o tempo, se a ansiedade não for tratada de maneira adequada, pode afetar seriamente a saúde e levar ao que se conhece como transtornos de ansiedade. Tais transtornos incluem pânico, obsessão-compulsiva e diferentes tipos de fobia.
Trazendo dicas de "quando soa o alarme" dessa "emoção tóxica", o referido autor relaciona alguns sintomas comuns e mais graves da ansiedade:
Sintomas mais comuns da ansiedade:
  • medo ou temor
  • insegurança
  • preocupação
  • apreensão
  • problemas de concentração
  • dificuldade para tomar decisões
  • insônia
  • sensação de perda de controle da própria vida ou do meio que o rodeia
  • hiperatividade
  • perda de interesse
  • movimentos bruscos
  • gagueira
  • tiques nervosos

Sintomas mais graves da ansiedade:

  • palpitações
  • pressão arterial alta
  • opressão no peito
  • sensação de falta de ar
  • náuseas
  • problemas digestivos
  • diarréia
  • tensão muscular
  • dor de cabeça
  • fadiga
  • suor excessivo
  • impotência
  • ejaculação precoce
Aproveitei a relaxante poltrona daquele ônibus, no qual me encontrava à caminho de Brasília, para ler as páginas iniciais do referido livro. Em sua leitura, após me identificar com algum dos sintomas comuns e graves da ansiedade, encontrei uma útil observação:

Pensar continuamente no futuro, preocupar-se e desenvolver uma imaginação excessiva a respeito do que pode vir a acontecer - e que, em geral, nunca acontece -, tentar se antecipar, ao amanhã, é realmente cansativo. Nossa mente precisa de descanso; vamos dar-lhe um pouco de paz. E você vai ver que, quando conseguir relaxar, tudo aquilo que inspirava uma ansiedade ilimitada em você, voltará a estar sob seu controle.

Como foi mencionado no livro "Emoções Tóxicas", um conhecido pastor batista americano chamado Charles Spurgeon já dizia: "A ansiedade não esgota as angústias do amanhã; só esgota as forças de hoje". Com grande sabedoria ponderou o escritor Bernardo Stamateas: "Todos precisamos de um pouco de pressão em nossa vida e isso não tem nada de tóxico. Assim como as cordas do violino, para soarem afinadas, devem estar tensas - porque frouxas demais não soariam e esticadas demais se quebrariam - o ser humano precisa também de uma tensão básica".

Talvez estivesse passando da hora de eu ir mais devagar, deixando a pressão de minhas cordas na medida exata e, para o bem do meu "violino interior", esquecendo da pressa para editar o vídeo da viagem na volta. Resolvi aproveitar a ida a Brasília e entrar naquele ritmo de quem está de férias em Salvador - BA: relaxando, tomando uma água de côco e aproveitando mais a vida!

Pablito, relaxe e sorria... mesmo sem estar na Bahia!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

BATE E VOLTA EM BRASÍLIA

Bom dia, caros leitores! Hoje acordei por volta das 4:30 da manhã e, com a filmadora em mãos, já comecei a documentar meu dia. Após fazer a barba e tomar meu café da manhã, sentei em frente ao computador para escrever algumas linhas no blog, para não perder o costume. Mas hoje precisarei ser breve, pois despertei com uma idéia na cabeça e, se enrolar muito por aqui, não dará tempo de fazer tudo o que pretendo...

Há algum tempo os amigos do meu personagem Muchacho El Guapo, lá no microblog Twitter, vêm me botando pilha pra fazer um tour pelo país, ficando em suas casas, e documentando a viagem com fotos e vídeos, afim de enriquecer os artigos com os quais documentarei esta aventura. Vontade de aceitar todos os convites não me falta, mas como não tenho verba para uma "esticada" a qualquer parte mais distante de Goiânia, resolvi fazer um teste com uma viagem "bate e volta" à Brasília. No final do dia, ou no mais tardar amanhã pela manhã, prometo postar por aqui o vídeo resultante desta aventura.

Agora tenho que correr, pois já são 5:20 AM e eu ainda não tomei banho e arrumei as coisas que precisarei levar na viagem à Brasília. Por via das dúvidas, levarei na bagagem mais uma muda de roupa, caso resolva pernoitar por lá... Espero que minha irmã não seja leitora deste blog, pois não a avisei da viagem relâmpago à nossa cidade natal. Ela foi decidida ao acordar e, às 4 e pouco da madrugada, não iria ligar a ninguém! Tomara que dê tempo de fazer tudo e ainda ir ao encontro dela e meu sobrinho, os únicos parentes mais próximos (além de uns tios e sobrinhos) que ainda residem na capital.

Pretendo visitar alguns lugares que foram parte de minha vida (dentro do possível em tão curto tempo), mas tenho que começar a jornada por uma visita a uma antiga barbearia na asa norte... Meu cabelo está passando da hora de dar uma geral e, como o cara que corta a minha juba aqui por Goiânia resolveu dar uma esticadinha para pescar no Rio Araguaia, o jeito é fazer a tosa por lá mesmo! Vocês verão, no início do vídeo, a cara de espantalho com a qual acordei... hehehehe.

Mais tarde estarei de volta por aqui, relatando a vocês a experiência deste dia em minha vida, contando em vídeo os detalhes da viagem... Hasta la vista, amigos!